26 de outubro de 2009

Janela

Estava em casa
Sem fazer nada
Na rua chove
Cá dentro a vida corre.


Estou a janela
A ver a chuva a cair
Tento me abstrair
Mas à cabeça só me vem ela.


Tento esquece-la
Mas por mais que tente
Eu só quero é te-la,
Mas eu sei que não é isso que ela sente.

Passear

Vim passear
Para tentar pensar
Mas não sei o que se esta a passar
Vejo tudo a rodar.


São sensações esquisitas
São visões mistas
Tento resistir
Para não cair.


Sinto o corpo a cair
Não consigo impedir
Fico no chão estendida
Até ser socorrida

Estrada

Vou na estrada
Não vejo nada
Sinto algo a bater
Era um animal que estava a correr.


Saiu do carro
Decido investigar
Vejo um vulto a passar
Vou ate ele, mas com os cornos marro.


A sangrar fico
Ao hospital tenho que ir
Deram-me um penico
E  puseram-se a fugir.


E ali tive que ficar
Com aquilo na mão,
Já me estava a passar
Até que aparece um homem com um picalhão.

Querida

Ai que rica carcaça
Oh querida anda cá abocanhar
Que o bicho está a precisar
Então o bicho murchou! Que desgraça!!

11 de setembro de 2009

Introdução

Aqui vou para mais um dia de aulas, mas hoje decidi ir por um atalho. Chego a uma altura em que me deparo com uma casa escura e velha, toda a gente da cidade diz que se encontra assombrada, mas para mim não passa de um edifício, não se pode desmentir é que já é um pouco velho, de fora parece que range por todos os lados, mas em relação a fantasmas nunca vi lá nenhum.

Os dias foram passando e a partir daquele dia decidi passar por aquele caminho todas as manhãs, para ver se conseguia ver algum acontecimento interessante.

Os dias foram passando e nunca vi nada, então pensei que os fantasmas só apareceriam lá mais para o anoitecer.

Portanto decidi investigar. Decidi ir na próxima quarta-feira tentar descobrir alguma coisa. E o dia chegou, o nervosismo já apertava, pois andei a fazer algumas pesquisas e encontrei alguns mitos sobre a casa, algumas testemunhas dizem já ter visto vultos a andar por lá, outras relatam que já ouviram sons a virem de lá de dentro, mas eu não acredito em nada disso, bem só acredito se vir com os meus olhos, portanto deixei de parte os medos e lá fui eu em direcção à casa.vou deixar de parte os meus medos, e vou entrar na casa.

11 de agosto de 2009

Pequenos textos

Caros leitores,

Venho anunciar que irei começar a colocar aqui também textos escritos de maneira diferente do habitual, diferentes no sentido que não serão em verso.

Vão ser pequenos textos, que irão contar uma história, onde a personagem principal será a Jessica (tem o mesmo nome que eu, mas não tem nada haver)os textos irão falar de acontecimentos sobrenaturais, espero que gostem e que comentem.

Amanha irei começar a colocar, para já irei colocando muito esporadicamente, mais para a frente, espero que seja com uma maior frequência.

10 de agosto de 2009

Carcaça

Ai que bela carcaça!
Ai que bela carcaçinha!
Ai que bela carcaçona!
Mas que grande cona!

31 de julho de 2009

Viajar

Ontem fui viajar
Ao Irão fui parar,
Algo começou a vibrar
E à prisão fui parar.


De uma bomba eles pensavam
se tratar,
com as armas apontadas estavam
mas repararam que se tratava do telemóvel a tocar

Castigo

Isto tudo é um castigo,
Tenho saudades da tua gentileza
Tenho saudades de estar contigo
E ao recordar-te faço-o com tristeza

17 de julho de 2009

Investigação

Hoje acordei cedo
Ouvi um som estranho
Estava cheia de medo
Parecia que vinha da casa de banho

Fui investigar
Sai do quarto
Mas no armário bato
E ao chão fui parar

Ao hospital tive que ir
Tive logo que um braço partir
Agora com ele ao peito tenho que andar
Até ao médico mandar.

Tela

Estava à janela
Olho para outro andar
Reparo numa tela
Onde está uma mulher a chupar.

Tudo diferente

Da varanda vejo
Um mundo diferente
Onde tu estavas à minha frente
Mas não passará só de um desejo?

Sinto

Foi bom poder-te contar
O que por ti sinto
E acredita que não te minto
Quando te digo que te continuo amar.

Esquecer

À rua fui sair
Para tentar esquecer
Esquecer as saudades que se fazem sentir
Esquecer que não te poderei ter.

29 de junho de 2009

Contigo

Cada vez tenho mais saudade
Saudade da tua amizade
Saudade de estar contigo
Saudade de falar contigo

Uma Ilusão

Saiu para a rua
E olho para o chão
Na água vejo a tua
Cara, mas tudo  não passa de uma ilusão.

30 de maio de 2009

Volta

Sinto saudades de escrever
Parece que estou a mudar
Será que estou a sonhar?
Será que me estou a perder?


Tenho que voltar
Voltar a tentar
Voltar a acreditar
E voltar amar.

5 de maio de 2009

Morte

Abro a porta
E vejo uma pessoa morta,
Entro em sobressalto
E caio no asfalto.

Quente

Lá fora está quente
Já nada se sente.
Está mesmo um calorzão
Que até parece Verão

21 de abril de 2009

Cão

Ouvi um som
O que terá sido?
Não deve ser bom.
Parece um latido.


Eu estava sentada
Olhei para a televisão
Mas estava apagada
Mas de onde apareceu este cão?

Tenta

Nunca desistas,
Não resistas
E continua a tentar
Que podes amar

O que é isto?

Mas que cagada
Esta merda é lixada
Isto é chinês
Ou até albanês

O mostrengo

Ai mostrengo
Ai mostrengo
Tu que vens com as marés
E tão feio que és.


Dizem que és grosso
Será que és amoroso?
Dizem que vens no escuro
Será que és obscuro?

3 de abril de 2009

Tarde?

Olhei e vi
Que já era tarde
Mas esta merda arde
O que será que comi?

Conto

Vou te contar,
Mas podes não perceber
E até podes não compreender
Que eu continuo-te amar.

Ultima

Uma ultima tentativa
Para te tentar conquistar
Como um barco perdido no mar
Procurando uma nova ofensiva

Ultimo suspiro
Ultima caminhada
Mais uma página que viro
Pela calada

2 de abril de 2009

Dia cinzento

Neste dia cinzento
Onde o Sol não aparece
Não passa ninguém no pavimento
Não ir à rua me apetece.

Fico por casa
A suportar esta dor
Que me arrasa
Quem será o causador?

Chuva

A chuva a cair
As nuvens a fugir
O Sol a raiar
O meu corpo a desintegrar.

O inverno já era
Sente-se o frio a baixar
Chegou a Primavera
Anda o amor no ar.

Conversa

Ter falado contigo
Fez-me sentir arrependida
Por não te contar
Que te continuo a amar.

Mar

No mar te vejo partir,
Para a guerra tu vais
Podes até nunca mais vir,
Mas o meu coração por ti bate cada vez mais.

O mar faz-me relaxar
Faz-me até esquecer,
Que te podem matar
E eu te posso perder.

18 de março de 2009

Pensamento

Vou comer
Até não puder
Vou fuder
Até não mais querer

Som

Estava eu fudendo
Até ia comendo
Nesse dia horrendo
Onde ia morrendo.

Um som ouvi
Na janela eu vi
Um homem a fuder
Uma mulher a gemer

Cá a casa um policia veio
Levou-me para o passeio
Onde um berro mandou
Até de um crime me acusou.

Ele apertou-me os seios
Eu nada mais fazia
Só gemia
Tentando fugir com todos os meios

Gato

Na rua um gato vi
Para ele olhei,
A esquina eu virei
E no poste bati

Para casa quis ir
Mas num carro bati
Para cá já não pude vir
Fui para o hospital que até me fudi.

Desilusão

Ninguém me compreende
Nem eu sei o que ainda me prende
Será paixão?
Ou será só a imaginação?

Não suporto mais isto
Já pouco resisto
Não consigo viver desta maneira
Não me passa esta canseira.

Lua

Num dia para a lua olhei
nela o teu reflexo vi
Naquele pensamento me perdi
Só na tua imagem me foquei.

Dia

É de madrugada
O telefone tocou
Alguém berrou
Mas que cagada.

Já são onze da manhã
Só acordei agora,
Ao lado o bebé já chora
Lá em baixo já está o clã.

É hora de almoçar
É hora de apanhar
Aqui ao lado é sempre a dar
É sempre a somar.

Na casa de banho tropecei
À banheira fui parar,
O chão caguei
Só me apetecia era chupar.

Já está a anoitecer
O dia passou depressa
Nem consigo descrever
Esta dor que me atravessa.

Fui cedo para a cama
Dói-me a mama
E de repente reparei
Que com um tiro apanhei.

3 de março de 2009

Madrugada

É de madrugada
Não consigo dormir
Não pára a trovoada
Só me apetece fugir.

Estou tão confusa
Não sei o que fazer
Não sei como te dizer,
Sinto esta dor que me cruza

Já perdi muita gente,
Mas a tua partida deixa-me doente,
Não tenho mais forças para lutar
Não tenho mais forças para recomeçar.

Não sei o que fazer
Esquecer-te é impossível
Ir ter contigo é possível
Ficar assim é que não pode ser.

O reencontro fez-me ver
Como a tua ausência me faz sofrer,
Porque é que não estás aqui?
Já não sei viver sem ti.

15 de fevereiro de 2009

Chega

Tenho que dizer basta,
Não aguento viver mais desta maneira
Não vou seguir o caminho que a vida me leva,
Tenho que mudar a minha vida inteira.

Chega de viver nesta ilusão
Já não suporto mais isto,
Vou ultrapassar esta solidão
Mas não desisto.

Vou lutar até ultrapassar
Vou lutar até o coração mandar
Vou lutar até isto acabar
Vou lutar até amar.

12 de fevereiro de 2009

Cansaço

Sinto me cansada
Não me apetece fazer nada
Isto é um castigo
Não sei que se passa comigo

30 de janeiro de 2009

Saudades

Não aguento estas saudades
Fazes-me falta
E tenho esta vontade
Que me atormenta.

Deixaste-me sozinha,
Quero ir ter contigo
Não te vou perder como amigo
És o amigo que eu não tinha.

6 de janeiro de 2009

Despedida

Triste agora estou
Ele foi-se embora,
Mas antes de ir para fora
um ultimo dia comigo passou.

Sinto esta dor dentro de mim,
O nosso amor está a romper,
Só me apetece beber
Para esquecer!!Enfim